Archive for setembro, 2008

André Brasil deixa comentário no China 2008

Uma das coisas que mais nos chamou a atenção nessa cobertura China 2008 foi a maciça participação dos internautas, especialmente durante os Jogos Paraolímpicos.

Os comentários dos usuários, com críticas, sugestões e dúvidas, nos ajudou a incrementar o conteúdo do site, já que, através daqueles, pudemos, por exemplo, montar infografias ou buscar enfoques diferentes nas reportagens e fotos.

Mostrou, também, que a imprensa ainda peca pela falta de atenção para com o esporte paraolímpico. Da mesma forma que reforçou a demanda por informações nessa área.

Mesmo depois de encerrada a nossa cobertura, os comentários continuam até hoje. Para nossa surpresa, e para fechar com chave de ouro nosso trabalho, recebemos o comentário de ninguém menos que André Brasil, um dos maiores medalhistas paraolímpicos desses Jogos.

O reconhecimento do nadador mostrou que talvez conseguimos atingir nosso objetivo de levar informações mais abrangentes, de forma diversificada e fugindo dos padrões convencionais dos outros meios de comunicação.

Agradecemos ao André Brasil pela solicitude, atenção e simpatia ao receber nossos repórteres. Aproveitamos para parabenizá-lo pelo excelente desempenho e por contribuir para a divulgação do esporte paraolímpico.

Veja o comentário de André Brasil postado às 16h10 do dia 21/09 ao lado direito da página que contém seu depoimento em áudio.

André Brasil leva ouro nos 100m livre (Foto: Maurício Pinheiro/Comitê Paraolímpico Brasileiro)


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Resultados estimulam o esporte paraolímpico

Camilla Sanches, de Pequim

A 13ª edição dos Jogos Paraolímpicos chegou ao fim nesta quarta-feira (17) e, de acordo, com o chefe da delegação brasileira, Alberto Martins, as expectativas foram atendidas, algumas até superadas. “Tínhamos consciência de que ia ser uma paraolimpíada extremamente difícil. Um nível de performances altíssimo. A natação e o atletismo cumpriram seu papel como favoritos aos pódios e a participação do Brasil, de maneira geral, extrapolou o esperado”, disse.
Foto: Geyzon Lenin
O atletismo foi responsável por 15 medalhas, das quais quatro ouros. A natação confirmou o favoritismo e trouxe oito douradas para o país, ao todo foram 19, oito a mais que em Atenas. Entre as mais marcantes, destacam-se as duas dobradinhas brasileiras com ouro e prata no pódio garantidos pela dupla André Brasil e Phelipe Rodrigues.

“Já esperávamos pelo resultado. A hipótese dos bronzes com o Phelipe também foi considerada, mas graças a Deus vieram as duas pratas”, comemorou o coordenador técnico da natação, Gustavo Abrantes. Segundo ele, essas conquistas vêm premiar o trabalho feito desde 2004, pós Atenas. Abrantes ressaltou ainda a importância dos novos talentos que surgiram para complementar o quadro de atletas. “O André e o Phelipe não estavam em Atenas e estão aqui com boas performances, assim como Daniel Dias”.

Foto: Geyzon Lenin

Phelipe já é apontado como substituto de André Brasil. Na disputa entre os dois quem ganha é o país com dupla possibilidade de medalha em única prova. “Essa dobradinha representa uma evolução já que até Atenas nós tínhamos pouca renovação. Neste ciclo tivemos uma renovação com qualidade”, concluiu. Enquanto em 2004 Clodoaldo foi o único responsável por medalhas de ouro, nesta edição elas foram divididas entre Dias e Brasil, cada um com quatro na bagagem.
Para Abrantes, estas vitórias criam novos heróis, novos ídolos. Além de estimular o surgimento de futuros atletas.

Andrew Parsons, secretário geral do comitê Paraolímpico brasileiro (CPB), demonstrou satisfação com o desempenho dos paraatletas. Segundo ele, a meta era ficar em 12º lugar no quadro de medalhas. O Brasil extrapolou qualquer previsão e terminou em 9º. Além das inéditas medalhas no hipismo, na bocha e no tênis de mesa, Parsons elegeu como o momento mais emocionante o terceiro lugar da nadadora Verônica Almeida nos 50 metros borboleta S7. “O bronze dela foi comemorado por toda a delegação, em todas as modalidades. Ela se superou”. Verônica é portadora da síndrome de Ehlos Danlos, uma doença progressiva e degenerativa.

Acompanhando o movimento paraolímpico desde 1997, o chefe da delegação brasileira percebeu uma evolução positiva no paraesporte. “É de se esperar que cada vez mais o nível técnico da paraolimpíada cresça”, afirma. Para ele o importante, agora, é dar continuidade ao trabalho que vem sendo realizado. “O Brasil tem acompanhado esse nível de crescimento e já pensamos no próximo ciclo paraolímpico que culmina em Londres”, finalizou Martins.


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Entrevista: Carla Maia

A jornalista e atleta paraolímpica de tênis de mesa Carla Maia participou como apresentadora e comentarista do telejornal Repórter Brasil durante a cobertura dos Jogos Paraolímpicos de Pequim. A iniciativa foi inédita na TV brasileira.

Em entrevista ao Núcleo de Multimídia e Interatividade da EBC, Carla Maia falou sobre sua experiência como atleta, incentivo ao esporte, a cobertura da EBC e sobre os desafios que as pessoas com deficiência enfrentam no país.

Acompanhe a entrevista:

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China 2008 encerra cobertura

Por Danielle Almeida- da equipe Multimídia

Foram meses respirando, pensando e até comendo China!
Os Jogos Olímpicos começaram em 8 de agosto, mas bem antes a equipe da EBC já trabalhava no site China 2008.
A história toda começou com o Emerson Luis, o Eduardo Castro e o Eurico Tavares, que determinaram a cobertura.
Foi a vez do Daniel Pádua, Walter Cruz e Mário Marco Machado desenvolverem o projeto.
Passamos pela preparação das equipes de reportagem tanto da EBC quanto da Universidade Católica. Mário Marco e Danielle Almeida treinaram os repórteres no uso da ferramenta de publicação em software livre.
Começam os Jogos!
Enquanto os repórteres da EBC, como a Gislene Nogueira, o Lincoln Macário e o Danilo Macedo, e da Católica, como Ailim Braz e Geyzon Lenin, fechavam matérias lá na China, aqui, no Brasil, nosso editor-chefe, Eurico Tavares, virava madrugada adentro cobrindo as competições. Na redação da Agência Brasil, Morillo Carvalho fazia o mesmo.
Aqui no núcleo de Multimídia e Interatividade da EBC, Vitor Oliveira, Pedro Ivo Oliveira, Danielle Almeida, Gabriela Braga e Emerson Luis abasteciam o site com as notícias enviadas pelos repórteres lá da China.
Ana Carolina, Pedro Ivo e Daniel Pádua fechavam os infográficos que foram ao ar.
A colaboração não pára por aí. Mesmo as pessoas que não faziam parte do projeto diretamente deram sua contribuição. A Rádio Nacional gravou matérias, comentários e entrevistas para a programação que foram puxadas para o site.Tivemos a participação de fotógrafos estrangeiros que, devido a publicações com licença livre, puderam abastecer nosso site. Sem contar os inúmeros comentários de internautas que, algumas vezes, acabaram nos dando idéias de pautas e infográficos.
Integração foi a idéia que permeou essa cobertura. Não só do conteúdo, mas da equipe. Foi uma iniciativa inédita no jornalismo da empresa. E o resultado foi avaliado por alguns membros da equipe, como você confere abaixo:

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Xiexie, Beijing!

Por Danilo Macedo

As Paraolimpíadas de Pequim foram as primeiras (de uma série, espero) que participei. A televisão mostra pouco esse tipo de esporte, que também está em processo de consolidação. O que me impressionou numa cobertura como essas? Tudo. Cada detalhe, nesse tipo de evento, tem sua peculiaridade.

Não se pode falar, e nem o esportistas paraolímpicos gostam de ouvir, que eles se esforçaram muito mais para chegar onde estão. Todos os atletas de alto rendimento, olímpicos ou paraolímpicos, têm suas histórias de vida e, na maioria das vezes, principalmente em países como o Brasil, são muito sofridas. Mesmo assim, me arrisco a dizer que, as limitações daqueles lutadores que vi por aqui, tiveram um impacto maior sobre a minha mente, e também o coração.

As deficiências variam muito de acordo com a classe. Há desde pessoas com baixa visão, ou leve seqüela de poliomelite, até aquelas amputadas. Uma das cenas mais marcantes são as provas de costas da natação para atletas sem braços. Por não ter como segurar na borda para dar impulso na largada, o apoio passa a ser na boca. Cada um morde uma toalha segura por seus técnicos para que seus corpos fiquem parte fora da água e o impulso com o pés os leve mais longe na largada.

Também participam das provas paralisados cerebrais, com dificuldades para controlar seus próprios movimentos. Aqueles que acham que as disputas são mornas, sem graça, se enganam completamente. O público se empolga com a competitividade, torce, grita, vibra com os atletas.

Na China, houve um atrativo a mais, confirmaram os mais experientes: os chineses. Não paravam de torcer um minuto, sempre com respeito a todas as nacionalidades. Atletas como os brasileiros do futebol de 5, para deficientes visuais, que derrotaram a dona da casa na final, por 2 x 1, de virada, disseram que suas vitórias tiveram mais valor aqui.

Uma repórter da TV chinesa, após entrevistar um dos jogadores tupiniquins (com a ajuda de um tradutor), lhe deu um abraço tão demorado e forte que até deixou o atleta encabulado. Como o brasileiro também não é de perder em matéria de hospitalidade, ele logo perguntou: “Quando é que vai nos visitar no Brasil?”. Na rua, o posto de celebridade se estendia até aos repórteres, vejam só.

Quantas fotos não tiramos ao lado de chineses curiosos com tanta novidade… A novidade éramos nós, os ocidentais. E isso não os assustava. O fascínio em conhecer a realidade do próximo podia ser notada no brilho de seus olhos quando contávamos alguma coisa diferente para a cultura deles.

E as medalhas? Pode haver sensação melhor, para um brasileiro, do que participar de um evento em que as medalhas do país saem a todo momento? Subimos ao pódio em todos os dias de provas. Algumas vezes, eu e alguns colegas chegamos ao Ninho de Pássaro ou ao Cubo D’água, palcos principais das competições, e fomos surpreendidos com nossa bandeira sendo hasteada. Era a cerimônia de entrega das medalhas.

Todo o estádio, ou o ginásio, nesse momento, ficava de pé para ouvir o hino, seja ele qual fosse. É de emocionar até os menos emotivos. Imaginem a sensação dos atletas. Todos se sentiram em casa, mesmo com todas as diferenças.

Com certeza Pequim não sairá da memória de quem viveu “Beijing 2008”. E serão boas recordações. Agora, que venham as Paraolimpíadas de Londres, em 2012. Se vale um desafio de quem já passou uma temporada vivendo na capital inglesa, vai ser difícil superar a receptividade chinesa. Quem sabe no Rio, em 2016?!…

Valeu, Pequim! Xiexie, Beijing!


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Cerimônia de encerramento

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Chineses realizam festa de encerramento dos Jogos Paraolímpicos (Foto: Geyzon Lenin-UCB)


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Fogos no encerramento

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Chineses realizam festa de encerramento dos Jogos Paraolímpicos (Foto: Geyzon Lenin-UCB)


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Esporte paraolímpico em busca de patrocínio

Danilo Macedo - Enviado especial da Agência Brasil a Pequim

Com o excelente resultado alcançado nas Paraolimpíadas de Pequim, na qual o país ficou com o nono lugar no ranking geral de medalhas, os atletas e o Comite Paraolímpico Brasileiro (CPB) defendem a importância dos patrocínios e tentam mostrar aos empresários que o esporte dá retorno. Clodoaldo Silva, que já foi eleito o atleta paraolímpico do ano, em 2006, lamenta os pequenos incentivos financeiros.

“Infelizmente, ainda são poucos os atletas paraolímpicos que são incentivados com patrocínios. A maioria deles tem que ir na força e na coragem para conseguir seus objetivos, para treinar no dia a dia. Então, espero que com todas essas medalhas o Brasil possa nos ver como atletas profissionais e nos incentivar a longo prazo, e não só a médio e curto prazos. Tem que começar a fazer um planejamento em 2008 já para 2012 para que a gente possa ser muito mais forte do que já foi aqui em Pequim,” defende Clodoaldo.

Segundo Andrew Parsons, secretario-geral do CPB, o esporte paraolímpico conta com poucos recursos da iniciativa privada. Além disso, os investimentos, que vem em sua maioria do Governo Federal, ainda são insuficientes. Ele diz que o comitê é patrocinado, mas faltam empresários interessados em aplicar dinheiro nas federações específicas de cada esporte.

O nadador André Brasil, que conquistou cinco medalhas em Pequim, sendo quatro de ouro, contou que ele e outros atletas de ponta recebem, além do patrocínio repassado pelo comitê, outros particulares. “Mas ainda é pouco, e temos grandes atletas com grandes talentos para mostrar que o esporte paraolímpico é um produto vendável. A gente vem mostrando cada vez mais que não só o Brasil, não só os atletas, como os profissionais estão querendo que o esporte evolua”, afirmou.

Parsons acredita que para as empresas é interessante e comercialmente atraente se associar aos valores e ao espirito de superação das Paraolimpiadas e disse estar confiante de que mais investimentos serão feitos após a brilhante participação brasileira em Pequim. “A gente espera que isso aconteça com este resultado, que mais atletas tenham patrocínio, que mais empresas busquem apoiar e eu acredito realmente que isso vai acontecer”.

Na delegação que veio à China de 188 competidores, apenas 73 recebem a bolsa-atleta, uma ajuda de cerca de R$ 2.500 para que possam treinar sem se preocupar em trabalhar para financiar o sonho paraolímpico.


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Tito Sena leva prata na maratona

Do Comitê Paraolímpico Brasileiro

Tito Sena levou a medalha de prata na maratona, a última prova do atletismo, nesta quarta-feira, nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.
Ele completou a prova da classe T46 (amputados) na segunda colocação, com o tempo de 2h30min49. A chegada do brasileiro no Ninho de Pássaro foi com folga, já que o terceiro colocado, o italiano Walter Endrizzi, cruzou a linha de chegada com a marca de 2h32min51.
O vencedor da medalha de ouro foi o mexicano Mario Santillan, que abriu 3min45s de vantagem sobre o brasileiro e chegou com o tempo de 2h27min04.
A competição ainda contou com mais dois brasileiros. Ozivan Bonfim ficou com a 5ª colocação, com o tempo de 2h35min31. Já Moisés Neto foi o 9º e fechou a prova com 2h41min32.

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Tito Sena leva medalha de prata na maratona (Foto: Geyzon Lenin-UCB)


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Brasil brilha em Pequim e já sonha com Londres

Danilo Macedo - Enviado da Agência Brasil a Pequim

O Brasil encerrou sua participação nas Paraolimpíadas de Pequim como uma das dez maiores potências do esporte paraolímpico. Ficamos em nono lugar no quadro geral de medalhas, nossa melhor campanha na história dos jogos.

Segundo o secretário-geral do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, a meta mínima estabelecida era a 12º colocação, levando-se em conta o planejamento e investimentos para Pequim e os resultados de Atenas, quando o país terminou em 14º lugar. Tivemos uma notícia negativa logo no início da competição, com a reclassificação do nadador Clodoaldo Silva que, se estivesse em sua classe anterior, poderia ter garantido mais seis ouros para o país, nos deixando na sexta posição.

Além dessa variável, Parsons disse que as surpresas chinesas, com atletas que não disputavam competições internacionais e venceram várias provas em Pequim, algumas sobre brasileiros, eram consideradas como fatores que influenciariam nossa campanha. Mas também tivemos atletas estreantes que foram destaques do campeonato em suas modalidades.

Na primeira participação brasileira em Paraolimpíadas na bocha, e com apenas dois atletas, alcançamos um excelente resultado, com Dirceu Pinto conquistando um ouro no individual e um nas duplas, ao lado de Eliseu Santos, que já tinha o bronze competindo sozinho. No atletismo, Lucas Prado, o “ceguinho falador”, como é chamado pelos colegas, venceu as provas dos 100, 200 e 400 metros rasos da classe T11, para deficientes visuais . Nas piscinas, os nadadores André Brasil e Daniel Dias ganharam quatro ouros cada. Daniel ainda saiu como o atleta que mais ganhou medalhas em Pequim.

Nossos atletas subiram ao pódio em todos os dias de competição. Foram 47 medalhas - 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze – em oito esportes diferentes: natação, atletismo, bocha, judô, futebol de 5, tênis de mesa, hipismo e remo. “ Isso mostra que o movimento paraolímpico do Brasil está se consolidando e se tornando cada vez mais forte”, afirmou Parsons.

Depois do sucesso em Pequim, os olhares já se voltam para Londres, sede das próximas Paraolimpíadas, em 2012. Para que o país tenha chances de se sair ainda melhor, o secretário-geral do CPB disse que é preciso investir em esportes nos quais ainda somos pouco competitivos, principalmente nos individuais.

“Tiramos algumas lições de Pequim, como por exemplo os investimentos em modalidades individuais. O Brasil ainda não é um grande concorrente em modalidades que dão muitas medalhas, como o ciclismo e o tênis de mesa”. Dos 20 esportes praticados nesses jogos, não tivemos atletas apenas em três: tiro com arco, esgrima e rugbi.

Nossos atletas disseram esperar que, com os resultados obtidos em Pequim, mais patrocinadores invistam e e um número maior de pessoas com deficiência possa viver do esporte.


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Brasil ganha o ouro em cima da China

Foto: Geyzon Lenin

Camilla Sanches e Geyzon Lenin,
de Pequim

O futebol de cinco para cegos conquistou sua segunda medalha de ouro paraolímpica por 2×1 no último dia de competições em Pequim. A equipe brasileira sofreu para derrotar os anfitriões que saíram à frente no placar. Ricardo Alves sofreu um pênalti, mas Severino Silva, o Bill, não converteu. O Brasil dominava a partida, porém, aos 24 minutos do primeiro tempo, Yafeng Wang marcou para a China.

Mas a alegria chinesa durou pouco. Ricardinho fez uma bela jogada e empatou a partida aos cinco minutos do segundo tempo. O atleta ficou com a vice-artilharia do campeonato. “Estamos aqui para defender o país e fizemos a nossa parte. Não é a toa que o nosso futebol é uma potência, é fruto de muito trabalho e dedicação”, garantiu o jogador.

A China tentou parar de várias maneiras o time brasileiro. Primeiro o chamador chinês, que fica atrás do gol para orientar os atletas, segurou o goleiro brasileiro. Sem sucesso, o time da casa apelou para a violência. Foram cometidas seis faltas no total. O permitido são cinco. Com pouco menos de trinta segundos para acabar a partida, Marcos Felipe, bateu o tiro livre e fez o gol da virada brasileira.

“Demos o nosso máximo. É muito bom ganhar dos donos da casa”, disse Marquinhos que dedicou a vitória à nação brasileira. Também medalhista de ouro em Atenas, João Batista acrescentou: “Os chineses não desistiram do jogo, eles lutaram até o final. Garantir o título contra um adversário que valorizou o nosso time é melhor ainda”.

A Argentina que tem o artilheiro da competição, Silvio Velo, com seis gols ficou em terceiro lugar. Eles conquistaram o bronze depois de empatar com a Espanha no tempo regular. Nos pênaltis venceram por 1×0.


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Participação brasileira nos Jogos

 
 Agência Brasil: 17/09/2008 [1:33m]: Play Now | Play in Popup


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Atletas de ouro

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Daniel Dias é recordista de medalhas. Foram 9 no total, sendo 4 de ouro (Foto: Comitê Paraolímpico Brasileiro)


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Quarenta e cinco atletas do Brasil ganharam medalha em Pequim

Quarenta e cinco diferentes atletas voltam de Pequim com medalha.

No Futebol de 5 o Brasil ganha uma medalha mas os 10 atletas recebem medalhas.

O mesmo acontecendo nas duplas do Tênis de Mesa, da Bocha e do Remo e nos quartetos de revezamento do atletismo e da natação.

Na natação os atletas que participam da fase classificatoria e não disputam a final também recebem medalha

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Daniel Dias é recordista de medalhas. Foram 9 no total, sendo 4 de ouro (Foto: Comitê Paraolímpico Brasileiro)

Confira a relação completa dos medalhistas brasileiros

N ATLETA ESPORTE SEXO OURO PRATA BRONZE TOTAL
1 Daniel Dias Natação M 4 4 1 9
2 André Brasil Natação M 4 1 0 5
3 Lucas Prado Atletismo M 3 0 0 3
4 Dirceu Pinto Bocha M 2 0 0 2
5 Terezinha Guilhermina Atletismo F 1 1 1 3
6 Eliseu Santos Bocha M 1 0 1 2
7 Antônio Tenório Judô M 1 0 0 1
Fabio Ribeiro Vasconcelos Futebol de 5 M 1 0 0 1
Andreonni Farias Rego Futebol de 5 M 1 0 0 1
Sandro Soares Futebol de 5 M 1 0 0 1
Damião Ramos Futebol de 5 M 1 0 0 1
Severino Silva Futebol de 5 M 1 0 0 1
Ricardo Alves Futebol de 5 M 1 0 0 1
Marcos Felipe Futebol de 5 M 1 0 0 1
Mizael Oliveira Futebol de 5 M 1 0 0 1
João Batista Silva Futebol de 5 M 1 0 0 1
Jefferson Gonçalves Futebol de 5 M 1 0 0 1
18 Phelipe Rodrigues Natação M 0 2 0 2
19 Clodoaldo Silva Natação M 0 1 1 2
Adriano Lima Natação M 0 1 1 2
Yohansson Nascimento Atletismo M 0 1 1 2
22 Francisco Avelino Natação M 0 1 0 1
Luiz Lima Natação M 0 1 0 1
Ivanildo Vasconcelos Natação M 0 1 0 1
Shirlene Coelho Atletismo F 0 1 0 1
André Luiz Oliveira Atletismo M 0 1 0 1
Claudemir Santos Atletismo M 0 1 0 1
Alan Oliveira Atletismo M 0 1 0 1
Tito Sena Atletismo M 0 1 0 1
Elder Knaf Tênis de Mesa M 0 1 0 1
Luis Algacir Silva Tênis de Mesa M 0 1 0 1
Deanne Silva Judô F 0 1 0 1
Karla Cardoso Judô F 0 1 0 1
34 Odair Santos Atletismo M 0 0 3 3
35 Marcos Alves Hipismo M 0 0 2 2
36 Joon Seo Natação M 0 0 1 1
Verônica Almeida Natação F 0 0 1 1
Fabiana Sugimori Natação F 0 0 1 1
Edênia Garcia Natação F 0 0 1 1
Ádria Santos Atletismo F 0 0 1 1
Jerusa Santos Atletismo F 0 0 1 1
Elton Santana Remo M 0 0 1 1
Josiane Lima Remo F 0 0 1 1
Daniele Silva Judô F 0 0 1 1
Michelle Ferreira Judô F 0 0 1 1

Daniel Dias foi o atleta que ganhou o maior número de medalhas em todas as modalidades.

12 mulheres e 33 homens conseguiram medalha.


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Medalhas do Brasil por Esporte

O BRASIL ganhou medalha em 8 esportes.

O ouro no futebol de 5 encerrou a campanha e passou o Brasil para o nono lugar

Confira o quadro de medalhas com a colocação do Brasil em cada esporte.

N BRASIL Ouro Prata Bronze Total Geral
1 Natação 8 7 4 19 8
2 Atletismo 4 4 7 15 10
3 Bocha 2 0 1 3 1
4 Judô 1 2 2 5 3
5 Futebol de 5 1 0 0 1 1
6 Tênis de Mesa 0 1 0 1 13
7 Hipismo 0 0 2 2 7
8 Remo 0 0 1 1 8
BRASIL 16 14 17 47 9

Foi a melhor participação brasileira na história dos Jogos Paraolímpicos

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Daniel Dias é recordista de medalhas. Foram 9 no total, sendo 4 de ouro (Foto: Comitê Paraolímpico Brasileiro)


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fim

Nos Jogos  Paraolímpicos foram realizados 472 eventos e entregues 1431 medalhas. Ouro (473), Prata (471) e Bronze (487).


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A CHINA ficou em primeiro lugar no Quadro de Medalhas com 89 de ouro, 70 de prata e 52 de bronze. Total de 211 medalhas.


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brasil

O BRASIL termina em NONO lugar no Quadro de Medalhas com 47 no total sendo 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze.


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As últimas medalhas dos Jogos Paraolímpicos

O Brasil ganhou duas medalhas no último dia dos Jogos e passou para NONO lugar no Quadro Geral de Medalhas,uma campanha inédita.

Tito Sena ganhou prata na Maratona masculina da classe T46 e o Futebol de 5 ganhou a última medalha brasileira, de ouro.

A equipe brasileira do futebol de 5 é formada por Fabio Ribeiro Vasconcelos, Andreonni Farias Rego, Sandro Soares, Damião Ramos, Severino Silva, Ricardo Alves, Marcos Felipe, Mizael Oliveira, João Batista Silva e Jefferson Gonçalves.

Confira as últimas medalhas dos Jogos Paraolímpicos

Esporte Evento Sexo Medalha País Atleta
Atletismo Marathon - T12 MASC Ouro CHN QI Shun



Prata COL SERNA Elkin



Bronze RUS POMYKALOV Ildar

Marathon - T46 MASC Ouro MEX SANTILLAN Mario



Prata BRA SENA Tito



Bronze ITA ENDRIZZI Walter

Marathon - T52 MASC Ouro AUT GEIERSPICHLER Thomas



Prata JPN UEYONABARU Hirokazu



Bronze JPN TAKADA Toshihiro

Marathon - T54 MASC Ouro AUS FEARNLEY Kurt



Prata JPN SASAHARA Hiroki



Bronze RSA van DYK Ernst

Marathon - T54 FEM Ouro SUI HUNKELER Edith



Prata USA McGRORY Amanda



Bronze SUI GRAF Sandra
Futebol de 5 Equipes - B1 MASC Ouro BRA BRASIL



Prata CHN CHINA



Bronze ARG ARGENTINA
Esgrima Sabre - Categoria A MASC Ouro CHN YE Ruyi



Prata CHN TIAN Jianquan



Bronze ITA PELLEGRINI Alberto

Sabre - Categoria B MASC Ouro FRA FRANCOIS Laurent



Prata HKG HUI Charn Hung



Bronze UKR SHENKEVYCH Serhiy

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BRASIL é OURO no Futebol de 5

O Brasil derrotou a China de virada por 2×1 e conquistou a medalha de ouro no futebol de 5.

Yafeng Wang fez 1×0 para a China aos 24 minutos.

Ricardo Alves (Ricardinho) empatou aos 30m.

Marcos Felipe de penalty aos 50 minutos fez o gol da medalha de ouro.

No futebol de 5 os jogadores são deficientes visuais com exceção dos goleiros.

Os medalhistas brasileiros

Goleiros (não deficientes visuais)

Fabio Ribeiro Vasconcelos

Andreonni Farias Rego

Demais jogadores (deficientes visuais)

Sandro Soares

Damião Ramos

Severino Silva

Ricardo Alves (Ricardinho)

Marcos Felipe

Mizael Oliveira

João Batista Silva

Jefferson Gonçalves.

A Argentina ficou com a medalha de bronze ao vencer a Espanha por 2×1 na prorrogação.

O Brasil encerra sua participação nos Jogos Paraolímpicos com 47 medalhas sendo 16 de ouro, 14 de prata e 17 de bronze ficando em nono na classificação geral.

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Brasil derrota a China de virada por 2×1 e conquista medalha de ouro no futebol de 5 (Foto: Site Oficial Beijing 2008)


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